Movimento literário De (1768 a 1808) que se desenvolve na poesia no século XVIII. De acordo com os princípios neoclássicos. Numa época marcada pelo racionalismo e pela visão científica do mundo inaugurada pelo iluminismo, o arcadismo defende uma literatura mais simples, objetiva, descritiva e espontânea, que se opõe à emoção, à religiosidade e ao exagero do Barroco, considerado confuso e rebuscado. A ideia de que toda beleza está na natureza e a idealização da vida no campo e do homem simples fazem do arcadismo um movimento. Apesar do nostálgico diante da Revolução Industrial e da urbanização que começaram a acontecer em parte da Europa.
O nome do movimento deve-se a um grupo que em 1690 funda em Roma uma sociedade literária batizada de Arcádia e chama seus integrantes de pastores. Na mitologia grega, Arcádia é uma região onde poetas e pastores vivem de amor e de poesia. Em 1756 surge a Arcádia Lusitana, em Portugal, inspirada na de Roma. O autor de maior destaque Manuel Maria Barbosa du Bocage (1765-1805).
Principais características do Arcadismo
Os poemas árcades exibem linguagem clara e seguem métricas definidas. São comuns estruturas populares como os rondós, os madrigais e as redondilhas maior e menor. Na temática predominam os temas bucólicos (vida no campo) e amorosos, como a idealização da mulher amada.
Arcadismo no Brasil
Com o Arcadismo se desenvolve no país a primeira produção literária adaptada à realidade brasileira.A literatura começa a afastar-se dos modelos portugueses, ao descrever as paisagens locais e criticar a situação política do país. Surgem vários autores em Vila Rica, Minas Gerais, capital cultural e centro da riqueza na época.
A transição do Barroco para o Arcadismo no país se dá com a publicação, em 1768, do livro Obras Poéticas (1768), de Claudio Manuel da Costa (1729-1789). Entre os árcades destacam-se, ainda, o português que vive no Brasil Tomás Antônio Gonzaga (1744-1810), autor de Marília de Dirceu e Cartas Chilenas; Basílio da Gama (1741-1795), autor de Uraguai (poema épico). Santa Rita Durão (1722-1784), autor do poema épico Caramuru; MANUEL INÁCIO DA [SILVA ALVARENGA] (1749-1814), autor de "O Desertor das Letras" (1774) e Glaura. Apesar do engajamento pessoal, a produção literária desses autores não está a serviço da política. O gênero predomina até o início do século XIX, quando surge o Romantismo.
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