sábado, 25 de maio de 2013

Monteiro Lobato vida e obras

Nasceu em Taubaté, São Paulo, no dia 18 de abril de 1882. Em homenagem ao seu nascimento, neste dia comemora-se o Dia Nacional do Livro Infantil.
Era filho de José Bento Marcondes Lobato e Olímpia Augusto Lobato. Seu nome verdadeiro era José Renato Monteiro Lobato, mas em 1893 o autor preferiu adotar o nome do pai por desejar usar uma bengala do pai que continha no punho as iniciais JBML.

Juca, apelido que Lobato recebeu na infância, brincava em companhia de suas irmãs com legumes e sabugos de milho que eram transformados em bonecos e animais, conforme costume da época. Uma forte influência de sua própria experiência reside na criação do personagem Visconde de Sabugosa.

Ainda na infância, Juca descobriu seu gosto pelos livros na vasta biblioteca de seu avô. Os seus prediletos tratavam de viagens e aventuras. Ele leu tudo que lá existia, mas desde esta época incomodava a ele o fato de não existir uma literatura infantil tipicamente brasileira.

Um fato interessante aconteceu ao então jovem Juca, no ano de 1895: ele foi reprovado em uma prova oral de Português. O ano seguinte foi de total estudo, mergulhado nos livros. Notável é o interesse de Lobato escritor no que diz respeito à Língua Portuguesa, presente em alguns de seus títulos. É na adolescência que começa a escrever para jornaizinhos escolares e descobre seu gosto pelo desenho.

Aos 16 anos perde o pai e aos 17 a mãe. A partir de então, sua tutela fica a encargo do avô materno, o Visconde de Tremembé. Formou-se em Direito pela faculdade de seu estado, por vontade do avô, porque preferia ter cursado a Escola de Belas-Artes. Esse gosto pelas artes resultou em várias caricaturas e desenhos que ele enviava para jornais e revistas.

Seus primeiros estudos foram feitos em Taubaté, transferiu-se para São Paulo matriculando-se na Faculdade de Direito pela qual se bacharelou (1904).

Em 1907, 3 anos após sua formatura, exerceu a promotoria em Areias, cidadezinha do interior. Retirou-se depois para uma fazenda em Buquira que herdou do avô, falecido em 1911. Este município, onde surgiu um Lobato fazendeiro, recebeu seu nome em sua homenagem.

Casou-se com Maria Pureza da Natividade, em 28 de março de 1908. Do casamento vieram os quatro filhos: Edgar, Guilherme, Marta e Rute.

Comprou a Revista do Brasil (1917), da qual já era colunista e nela editou sua primeira coletânea de contos, Urupês (1917), criando o personagem Jeca Tatu. 

O êxito fulminante desse livro de contos colocou-o numa posição de vanguarda. Neste mesmo ano, vendeu a fazenda e transferiu-se para São Paulo, onde inaugurou a primeira editora nacional: Monteiro Lobato & Cia. Até então, os livros que circulavam no Brasil eram publicados em Portugal. Por isso, as iniciativas de Lobato deram à indústria brasileira do livro um impulso decisivo para sua expansão.

Em 1926, foi nomeado adido comercial da embaixada brasileira nos Estados Unidos, de onde trouxe um notável livro de impressões: América. Usou, assim, suas principais armas em prol do nacionalismo no tocante à exploração de ferro e petróleo no Brasil: os ideais e os livros.

Preocupado com o desenvolvimento econômico do país, chegou a fundar diversas companhias para a exploração do petróleo nacional.. O fracasso dessa iniciativa deu-lhe assunto para um artigo: O Escândalo do Petróleo. Já sob o Estado Novo, sua persistência em abordar esse tema como patriota autêntico valeu-lhe três meses de prisão.

No público infantil, Lobato escritor reencontra as esperanças no Brasil. Escrever para crianças era sua alegria, por isso adorava receber as cartinhas que seu pequenino público escrevia constantemente. Achava que o futuro deveria ser mudado através da criançada, para quem dava um tratamento especial, sem ser infantilizado. O resultado foi sensacional, conseguindo transportar até hoje muitas crianças e adultos para o maravilhoso mundo do Sítio do Picapau Amarelo.

Morreu na madrugada de 5 de julho (1948) na capital de São Paulo, de um acidente vascular, e sob forte comoção nacional, seu corpo é velado na Biblioteca Municipal e o sepultamento realizado no Cemitério da Consolação

A obra lobatiana é composta por 30 volumes. Tem um lugar indisputável na literatura brasileira como o Andersen brasileiro, autor dos primeiros livros brasileiros para crianças, e também como revelador de Jeca Tatu, o homem do interior brasileiro.

Apesar de ter sido, em muitos pontos, o precursor do Modernismo, a ele nunca aderiu. Ficou conhecida a sua querela com modernistas por causa do artigo "A propósito da exposição Malfatti". Ali critica a mostra de pintura moderna da artista, que caracterizava de não nacional.

 Livros de Monteiro Lobato

Literatura Infantil 

1920 - A menina do narizinho arrebitado
1921 - Fábulas de Narizinho 
1921 - Narizinho arrebitado 
1921 - O Saci 
1922 - O marquês de Rabicó
1922 - Fábulas 
1924 - A caçada da onça 
1924 - Jeca Tatuzinho 
1924 - O noivado de Narizinho 
1927 - As aventuras de Hans Staden 
1928 - Aventuras do príncipe 
1928 - O Gato Félix 
1928 - A cara de coruja 
1929 - O irmão de Pinóquio
1929 - O circo de escavalinho 
1930 - Peter Pan 
1930 - A pena de papagaio 
1931 - Reinações de Narizinho 
1931 - O pó de pirlimpimpim 
1932 - Viagem ao céu 
1933 - Caçadas de Pedrinho 
1933 - Novas reinações de Narizinho 
1933 - História do mundo para as crianças 
1934 - Emília no país da gramática 
1935 - Aritmética da Emília 
1935 - Geografia de Dona Benta 
1935 - História das invenções 
1936 - Dom Quixote das crianças 
1936 - Memórias da Emília 
1937 - Serões de Dona Benta 
1937 - O poço do Visconde 
1937 - Histórias de Tia Nastácia 
1938 - O museu da Emília 
1939 - O Picapau Amarelo 
1939 - O minotauro 
1941 - A reforma da natureza 
1942 - A chave do tamanho 
1944 - Os doze trabalhos de Hércules 
1947 - Histórias diversas 

Outras obras - temática adulta

O Saci Pererê: resultado de um inquérito (1918) 
Urupês (1918) 
Problema vital (1918) 
Cidades mortas (1919) 
Idéias de Jeca Tatu (1919) 
Negrinha (1920) 
A onda verde (1921) 
O macaco que se fez homem (1923) 
Mundo da lua (1923) 
Contos escolhidos (1923) 
O garimpeiro do Rio das Garças (1924) 
O choque (1926) 
Mr. Slang e o Brasil (1927) 
Ferro (1931) 
América (1932) 
Na antevéspera (1933) 
Contos leves (1935) 
O escândalo do petróleo (1936) 
Contos pesados (1940) 
O espanto das gentes (1941) 
Urupês, outros contos e coisas (1943) 
A barca de Gleyre (1944) 
Zé Brasil (1947) 
Prefácios e entrevistas (1947) 
Literatura do minarete (1948) 
Conferências, artigos e crônicas (1948) 
Cartas escolhidas (1948) 
Críticas e Outras notas (1948) 
Cartas de amor (1948) 

fontes: www.graudez.com.br

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Pablo Picasso vida e obras


Pablo Diego José Francisco de Paula Juan Nepomuceno María de los Remedios Cipriano de la Santísima Trinidad Ruiz y Picasso, nasceu em Málaga em 25 de outubro de 1881 e faleceu em Mougins em 8 de Abril de 1973, foi um pintor, escultor e desenhista espanhol, tendo também desenvolvido a poesia.

Foi reconhecidamente um dos mestres da arte do século XX. É considerado um dos artistas mais famosos e versáteis de todo o mundo, tendo criado milhares de trabalhos, não somente pinturas, mas também esculturas e cerâmica, usando, enfim, todos os tipos de materiais.

Ele também é conhecido como sendo o co-fundador do Cubismo, junto com Georges Braque.

Na infância, reproduzia episódios de touradas, tema de sua primeira obra – O Toureiro -, uma pintura a óleo sobre madeira, executada quando o artista tinha oito anos. Mais tarde, inclusive, criou outra tela semelhante – A morte da mulher destacada e fútil, símbolo de sua relação com as mulheres. Aliás, na história de Picasso, seu envolvimento com as mulheres e sua produção artística estão intrinsecamente ligados, e a cada novo relacionamento ele começa a trilhar uma vereda artística renovada.
Sua galeria de criações artísticas atinge o nível de milhares de obras, e ele é um dos mais renomados artistas em todo o planeta. Picasso chegou a Paris em outubro de 1900, cidade que ele imediatamente adotou como seu novo lar, o núcleo de toda produção da vanguarda artístico-cultural. A princípio, ele seguiu caminhos convencionais, transitando da Fase Azul (1901-05), caracteristicamente melancólica, na qual ele aborda a cegueira, a pobreza, a alienação e o desespero, para a alegre e sensível Fase Rosa (1905), quando se apaixona por Fernande Olivier.

Picasso trabalhava exaustivamente durante a noite, até o dia amanhecer. Mas não lhe faltou tempo para criar um grupo de amigos famosos nos bairros parisienses de Montmartre e Montparnasse – André Breton, Guillaume Apollinaire e a escritora Gertrude Stein. Apesar do sucesso da Fase Rosa, em 1907 ele decide abandonar este estilo, atraído pelas esculturas da Península Ibérica e da África, é quando ele pinta Les Demoiselles d’Avignon, trabalho pioneiro da arte moderna. Sua obra passa então a sofrer intensa influência das artes grega, ibérica e africana, constituindo o protocubismo, movimento que antecedeu o cubismo. Seu famoso retrato da amiga Gertrude Stein expressa uma face tratada em forma de máscara.
Versátil demais para se fixar em uma única forma, Picasso não chegou a produzir uma arte essencialmente abstrata, pois estava sempre à frente de seus contemporâneos, que reagiram com perplexidade quando o artista retomou seu estilo mais tradicional e logo depois, no princípio da década de 20, optou por um caminho neoclássico, justamente quando o pintor, recém-casado com a bailarina Olga Koklova, modificara seu modo de vida, agora abusivamente afortunado e convencional, embora extremamente tedioso para Picasso.



Pablo Picasso morreu em 8 de Abril de 1973 em Mougins, França, enquanto ele e sua esposa Jacqueline entretinham os amigos para um jantar. Suas últimas palavras foram:

"Beba-me, beba à minha saúde,
você sabe que eu não posso beber mais nada."

Ele foi sepultado no castelo de Vauvenargues, perto de Aix-en-Provence, uma propriedade que havia adquirido em 1958 e ocupados com Jacqueline entre 1959 e 1962. Jacqueline Roque impediu Claude e Paloma de assistir ao funeral. Devastada e só depois da morte de Picasso, Jacqueline Roque tirou sua própria vida com um tiro em 1986 quando ela tinha 60 anos.

Obra e períodos

A obra de Picasso é muitas vezes classificada em períodos: Azul (1901–1904), Rosa (1905–1907), Africano (1908–1909), Cubismo Analítico (1909–1912) e Cubismo Sintético (1912–1919).
Antes de 1901
Seus primeiros trabalhos estão no Museu Picasso em Barcelona. Principais obras do período:
  • A Primeira Comunhão (1896), uma grande composição que mostra sua irmã, Lola.
  • Retrato da Tia Pepa
Período Azul
Consiste em obras sombrias em tons de azul e verde azulado, ocasionalmente usando outras cores. Desenhava prostitutas e mendigos e sua influência veio de viagens pela Espanha e do suicídio de seu amigo Carlos Casagemas. Ele pintou vários retratos de seu amigo, culminando com a pintura obscuramente alegórica de La Vie. O mesmo tom está na água-forte The Frugal Repast, que mostra um cego e uma mulher perspicaz, ambos emagrecidos, sentados perto de uma mesa vazia. A cegueira é um tema recorrente no período e está também em The Blindman's Meal e no retrato Celestina. Outros temas frequentes são artistas, acrobatas e arlequins. O arlequim se tornou um símbolo pessoal para Picasso.
Período Rosa
O Período Rosa (1905–1907) é caracterizado por um estilo mais alegre com as cores rosa e laranja, e novamente com muitos arlequins. Muitas das pinturas são influenciadas por Fernande Olivier, sua modelo e seu amor na época.
Período Africano
O Período Africano de Picasso (1907–1909) começou com duas figuras inspiradas na África em seu quadro Les Demoiselles d'Avignon. Ideias deste período levaram ao posterior Cubismo.
Cubismo analítico
É um estilo de pintura (1909–1912) que Picasso desenvolveu com Braque usando cores marrons monocromáticas. Eles pegaram objetos e os analisaram em suas formas. A pinturas de Picasso e Braque eram muito semelhantes nesse período.
Cubismo sintético
É um desenvolvimento posterior (1912–1919) do Cubismo no qual fragmentos de papel (papel de parede ou jornais) eram colados em composições, marcado o primeiro uso da colagem nas artes plásticas.
Classicismo e surrealismo
No período seguinte ao caos da Primeira Guerra Mundial, Picasso produziu obras em um estilo neoclássico. Este "retorno à ordem" é evidente no trabalho de vários artistas europeus na década de 20, incluindo Derain, Giorgio de Chirico, e os artistas do New Objectivity Movement. As pinturas e textos de Picasso deste período frequentemente citam o trabalho de Ingres.
Durante os anos 30, o minotauro substituiu o arlequim como motivação que ele usou em seu trabalho. Seu uso do minotauro veio parcialmente de seu contato com os surrealistas, que normalmente o usavam como símbolo, e aparece em Guernica.
Possivelmente o trabalho mais importante de Picasso é sua visão do bombardeio alemão em Guernica, Espanha — Guernica. Esta pintura representa para muitos a brutalidade e desesperança da guerra. Guernica esteve em exposição no Museu de Arte Moderna de Nova York por vários anos. Em 1981, Guernica voltou para a Espanha e foi exibida no Casón del Buen Retiro. Em 1992, a pintura ficou em exposição no Museu de Reina Sofia em Madri quando ele abriu.


A poesia

Praticamente desconhecido do público é o fato de que Picasso escreveu poesia. Alguns de seus poemas foram recolhidos em antologias de poemas surrealistas.
Em 1961, na Espanha, foi publicado um livro (Trozo de Piel) contendo alguns poemas de Picasso, descobertos pelo Prêmio Nobel da Literatura Camilo José Cela. Considera-se que estes poemas têm algo de expressionistas.
Uma edição completa das suas obras poéticas foi publicada pela editora Gallimard em 1979, na França. Na obra póstuma, nomeada "Picasso. Écrits", Michael Leiris, poeta surrealista amigo de Picasso, pertencente ao grupo de Surrealistas para quem o artista espanhol costumava ler seus poemas, aponta para o Picasso poeta que dá livre curso ao inconsciente, representando "não coisas da ordem do que se passa realmente, mas coisas que lhe passam pela cabeça. Por volta de 1935, o pintor realmente estava entusiasmado com a escrita, praticando uma poesia próxima do Surrealismo.
Em 2006, o pesquisador Rafael Inglada, considerado um dos principais estudiosos da vida e obra de Picasso, reuniu 39 poemas escritos pelo artista entre 1894 e 1968, com o título "Textos espanhóis". O título se deve ao fato de que, mesmo quando escritos em francês, os motivos (touros, gastronomia, hábitos e costumes) do autor têm sempre referências predominantente espanholas. Para o pesquisador, é no Picasso poeta que aparece "o Picasso claramente espanhol, andaluz e malaguenho".
Em 2008, foram publicados mais de 100 poemas em prosa do autor, na Espanha, descobertos apenas em 1989. Apresentando a diversidade que caracteriza a sua obra plástica, os textos se aproximam do estilo da colagem picassiana, sem estrutura lógico-formal, compostos de "jogos de palavras, simbolismos e descrições visuais... delirantes e descabeladas".
Algumas obras de Picasso
Auto-retrato, 1899
Absinto (Rapariga no café), 1901
La mort de Casagemas (A morte de Casagemas), 1901
Evocation enterrement de Casagemas) Evocação - O funeral de Casagemas, 1901
Mère et enfant - La Maternité - Mère tenant l'enfant (A Maternidade), 1901
Vieux guitariste aveugle (Velho guitarrista cego), 1903
Des pauvres au bord de la mer (Miseráveis diante do mar), 1903
La vie (A Vida), 1903
Mulher passando a ferro, 1904
"Les Demoiselles d'Avignon" umas das obras mais conhecidas do pintor (Museu de Arte Moderna de Nova Iorque).
Retrato de Suzanne Bloch, 1904
O ator, 1905
Auto-retrato com capa, 1905
Garçon à la pipe (Rapaz com cachimbo), 1905
Fernanda com um lenço preto, 1905 - 1906
Vasilhas, 1906
Mulher com leque, 1907                                                                       
Jovem nu (Jovem rapaz com braços levantados), 1907
Les Demoiselles d'Avignon, 1907
Banho, 1908
Três Mulheres, 1908
Composição com crânio, 1908
Garrafa, jarra e frutas, Verão de 1909
Vaso sobre a mesa, 1914
Mulher loira, Dezembro de 1931
Minotauro, bebedor e mulheres, 1933
Guernica, 1937
Dora Maar au chat, 1941
O tomateiro, 7 de Agosto de 1944
Mulher sentada num cadeirão, 12 de Dezembro de 1960
Lagosta e gato, 11 de Janeiro de 1965
Arlequim com baton, 12 de Dezembro de 1969
Busto de mulher, 27 de Junho de 1971
Nude, Green Leaves and Bust
"Les Demoiselles d'Avignon" umas das obras mais conhecidas do pintor (Museu de Arte Moderna de Nova Iorque).